Pesquisas em Andamento

POLÍTICAS E PRÁTICAS ESCOLARES EM EDUCAÇÃO MATEMÁTICA: UM OLHAR SOBRE O PISA

Este projeto de pesquisa visa a compreender as características escolares associadas ao desempenho em matemática de escolas brasileiras, tendo o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa) como objeto de estudo. O Pisa é uma avaliação internacional que avalia jovens de 15 anos de idade em diversos países, incluindo o Brasil, e busca verificar o quanto estes jovens estão preparados para a transição à vida adulta. Especificamente, pretende-se investigar o efeito de políticas e práticas escolares sobre o desempenho em matemática de estudantes brasileiros que participaram do Pisa, considerando que já é bem conhecido que a origem social tem impacto nos resultados escolares e que este impacto é desfavorável aos estudantes de menor nível socioeconômico. O estudo opera com os conceitos de eficácia e equidade escolar de Sammons et al (1995) para mapear a distribuição social das condições de escolarização, que permite esclarecer o processo de produção de desigualdades educacionais gerados pela vinculação de jovens de origem social distinta a escolas com condições de escolarização distintas. Como abordagem metodológica, a pesquisa se desenvolverá a partir do uso de modelos de regressão multinível, que possibilita investigar o efeito de fatores intra e extraescolares associados ao desempenho em matemática dos estudantes.

Início: 2019

Autora: Maria Isabel Ramalho Ortigão

Financiamento: CNPq – Produtividade em Pesquisa – Pq-2; Faperj – Cientista do Nosso Estado; Prociência – UERJ.

POLÍTICAS E PRÁTICAS ESCOLARES NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Este projeto de pesquisa visa a compreender as políticas e as práticas escolares associadas à melhoria de desempenho das escolas brasileiras, tendo o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (PISA) como objeto de estudo. O PISA é uma avaliação internacional que avalia jovens de 15 anos de idade em diversos países, incluindo o Brasil, e busca verificar o quanto estes jovens estão preparados para a transição à vida adulta. Especificamente, pretende-se (a) analisar os resultados brasileiros ao longo das edições do PISA (2000 a 2015), nas três áreas de conhecimento consideradas (Leitura, Matemática e Ciências); (b) investigar que fatores escolares (políticas e práticas) estão associados ao desempenho de estudantes brasileiros que participaram do PISA, e (c) quais destes fatores minimizam o impacto do nível socioeconômico familiar nos resultados escolares, considerando que já é bem conhecido que a origem social tem impacto nos resultados escolares e que este impacto é desfavorável aos estudantes de menor nível socioeconômico. O desenvolvimento da pesquisa envolve análise de documentos sobre o PISA e análise aos próprios microdados do Programa.

Início: 2018

Autora: Maria Isabel Ramalho Ortigão

Financiamento: CNPq – CNPq Chamada MCTIC/Nº 28/2018 – Universal Faixa B; Prociência/UERJ.

Pesquisas Concluídas

AVALIAÇÃO E CURRÍCULO: UM OLHAR SOBRE OS RESULTADOS DO PISA

Este projeto de pesquisa visa a investigar as características escolares associadas aos resultados dos estudantes que participaram do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – PISA – nas edições de 2003 e 2012, anos em que a Matemática foi o foco da avaliação. Apoiada nas recomendações teórico-metodológicas de Earl Babbie (2005) e nos estudos de cunho sociológico pretende-se (a) investigar a associação entre características dos estudantes e a repetência escolar e (b) estudar a existência de ênfases curriculares diferenciadas em Matemática entre escolas brasileiras e portuguesas. A repetência é um fenômeno que ainda permanece em patamares elevados e tem sido responsável pela manutenção das desigualdades escolares. Desde os anos 1960 diversos pesquisadores têm alertado à sociedade sobre a distribuição desigual da educação e sobre a persistência das disparidades pronunciadas entre as condições das escolas frequentadas por estudantes de origens sociais diversas, reforçando as diferenças sociais preexistentes. Especificamente para o alcance do primeiro objetivo geral, a pesquisa fará uso de uma abordagem analítica denominada Regressão Logística para investigar as características dos estudantes brasileiros que impactam a repetência escolar e analisar de que modo estas características podem estar associadas à probabilidade de ocorrência deste fenômeno. O segundo objetivo parte de um estudo realizado anteriormente em que se buscou comparar diferenças nas ênfases curriculares em Matemática entre Brasil e Portugal. Para isso, os 85 itens de matemática aplicados no PISA 2003 foram analisados por meio de uma abordagem analítica denominada Funcionamento Diferencial do Item (DIF), detectando-se 23 itens que apresentavam comportamento diferenciado entre estudantes brasileiros e portugueses. A ideia agora é a de investigar se os mesmos itens permanecem apresentando DIF e as possíveis causas para sua ocorrência, bem como analisar a existência de algum padrão que explique tal fato. Estudos envolvendo DIF vêm ganhando força no campo da Avaliação da Educação por possibilitar a identificação de itens que violam um dos principais pressupostos da Teoria de Resposta ao Item (TRI), na qual a avaliação está pautada. Espera-se com o estudo ampliar o debate curricular nos campos da Educação e da Educação Matemática e buscar uma ampla compreensão sobre os processos de ensino nas escolas brasileiras, em uma perspectiva comparada internacionalmente

Período: 2015-2018
Autora: Maria Isabel Ramalho Ortigão
Financiamento: FAPERJ: Jovem Cientista do Nosso Estado (2015-2018), Prociência/UERJ

ÊNFASES CURRICULARES EM MATEMÁTICA: Um estudo a partir dos resultados da Prova Brasil

Este projeto de pesquisa parte do pressuposto de que os resultados das avaliações em larga escala são instrumentos adequados para se compreender o currículo aprendido. Entende ainda que os resultados obtidos por distintos grupos em avaliações nacionais constituem-se uma boa estratégia para captar ênfases diferenciadas no currículo ensinado. A partir dos resultados da Prova Brasil, pretende-se comparar diferenças nas ênfases curriculares em Matemática entre escolas públicas brasileiras. Especificamente, pretende-se responder às seguintes questões de pesquisa: (a) há diferenças de competência cognitiva entre os estudantes de escolas públicas?; (b) é possível identificar competências matemáticas que são exploradas diferentemente nos currículos dessas escolas?; (c) que itens de prova de Matemática apresentaram DIF? Esses itens seguem algum padrão?; (d) os fatores que explicam o DIF na avaliação do 5º ano permanecem na avaliação do 9º ano do EF?. Para responder às questões formuladas, a pesquisa empregará como metodologia a análise do Funcionamento Diferencial do Item (DIF). Esta metodologia possibilita identificar itens que violam um dos principais pressupostos da Teoria de Resposta ao Item (TRI), segundo o qual, estudantes de grupos distintos, mas de mesma habilidade cognitiva, têm a mesma probabilidade de acertar um item. Espera-se, com o estudo, evidenciar a relevância e necessidade da ampliação do debate curricular no campo da Educação Matemática. 

Período: 2011-2013

Autora: Maria Isabel Ramalho Ortigão

Financiamento: FAPERJ – Jovem Cientista do Nosso Estado; Prociência/UERJ

OBSERVATÓRIO DE PERIFERIAS URBANAS

O Projeto Observatório das Periferias Urbanas tem dois focos principais. O primeiro visa a investigar os currículos de Matemática das escolas públicas brasileiras de ensino fundamental. Em especial, pretende-se identificar características associadas às diferenças de rendimentos encontradas no desempenho em Matemática entre estudantes matriculados em escolas situadas nas capitais brasileiras e as situadas nas periferias urbanas. Neste foco de investigação pretende-se uma análise do funcionamento diferencial do item (DIF) a partir do teste de Matemática aplicados aos alunos do 5º e 9º anos do EF na Prova Brasil 2009 e 2011 nas diferentes regiões geográficas brasileiras. A ideia é a de verificar se há itens da prova de Matemática que se mostram mais fáceis para um grupo de alunos em detrimento ao outro, por alguma razão que extrapola a dificuldade do item, bem como, buscar explicá-las. Especificamente, neste foco os seguintes objetivos pretendem ser alcançados:(a) verificar a existência de diferenças de competência cognitiva entre os alunos que frequentam escolas situadas nas capitais e os que estudam em escolas de periferias urbanas; (b) identificar competências matemáticas que são exploradas diferentemente nos currículos dessas escolas; (c) identificar quais itens de prova de Matemática apresentaram DIF e a existência de algum padrão nos mesmos; (d) verificar se os fatores que explicam o DIF permanecem nas duas avaliações nacionais (Prova Brasil 2009 e 2011). O segundo foco de investigação visa a compreender quais as repercussões dos resultados da Prova Brasil/IDEB que se configuram no espaço das escolas, focalizando de que forma os resultados são analisados, apropriados e utilizados tanto na reflexão sobre a melhoria do ensino e da aprendizagem dos alunos na escola como na formação docente.

Período: 2011-2015

Autora: Maria Isabel Ramalho Ortigão

Financiamento:  CAPES/INEP/OBEDUC – Programa Observatório da Educação – 2010.

SABERES DOCENTES VERSUS SABERES DISCENTES

Este projeto investiga a relação do professor dos anos iniciais aos saberes matemáticos a serem ensinados, tomando como base os Parâmetros Curriculares para a Educação Básica do Estado de Pernambuco. A metodologia envolve análises nos resultados do SAEP/CAEd, aplicação de questionário a professores e análise dos itens aplicados aos estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental da rede pública do estado de Pernambuco.

Período: 2013-2014

Autores: Maria Isabel Ramalho Ortigão (UERJ), Marcelo Câmara (UFPe), Glauco Aguiar (Cesgranrio).

Financiamento: Centro de Avaliação e Políticas Públicas da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF)